sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Dar um tempo

Não conheço algo mais irritante do que dar um tempo, para quem pede e para quem recebe. (...)
Dar um tempo é uma invenção fácil para não sofrer. Mas dar um tempo faz sofrer, pois não se diz a verdade.
Dar um tempo é igual a praquejar "desapareça da minha frente". É despejar, escorraçar, dispensar. Não há delicadeza. Aspira ao cinismo. É um jeito educado de faltar com a educação. (...)
Quando se dá um tempo é que não há mais tempo para dar, já se gastou o tempo com a possibilidade de um novo romance. Só se dá um tempo para avisar que o tempo acabaou. E amor não é consulta, não é terapia, para se controlar o tempo. (...)
Dar um tempo é covardia, é para quem não tem coragem de se despedir.
Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus.
Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói.

Gostou? Sabe de onde retirei esse trecho? Do livro 'O amor esquece de começar', de Fabrício Carpinejar. Leia mais (:
# Fica a dica!

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